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Conheça sintomas do transtorno de ansiedade e como superá-lo

Conheça sintomas do transtorno de ansiedade e como superá-lo

O distúrbio, que segundo a OMS atinge cerca de 10% da população brasileira, é capaz de causar diversos prejuízos à vida de quem o possui. Segundo especialistas, em alguns casos, os sintomas podem levar a um quadro depressivo

Inquietação, nervosismo, tremores e tontura. As pessoas que costumam sentir esses sintomas quando algo está prestes a acontecer podem sofrer do transtorno de ansiedade. O distúrbio, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) em último relatório autoral sobre o assunto, atinge quase 10% dos brasileiros. De acordo com especialistas, é importante procurar ajuda quando os incômodos passam a fazer parte do cotidiano.

Conforme a psicóloga Greice Paiva, a ansiedade é um sentimento comum no dia a dia, mas que, a partir do momento em que ela começa a atrapalhar as atividades diárias, trata-se de um possível início do transtorno. “Quando se tornam frequentes as situações de mãos frias, batimento acelerado, dormência nos membros superiores e dor de barriga em diversos contextos, é necessário ficar atento”, pontua. A especialista destaca que os sentimentos podem ocorrer por diversas situações, como realizar uma prova na faculdade.

A psicóloga Núbia Barbosa também pondera que a intensidade da ansiedade pode ser sinônimo de problema. “Pode ser considerada patológica à medida em que seu estado e sintomas passam a ser desproporcionais ao ambiente, quando se repetem em curtos intervalos de tempo ou quando não há razão aparente para que ocorram”, destaca.

O transtorno de ansiedade é um problema que Izaac Almeida, 20, presenciou de perto. O graduando em Geografia resolveu procurar ajuda quando percebeu que a situação estava incontrolável. “É algo que incomoda o tempo todo, tira seu sono, te deixa exausto o tempo inteiro e faz você ficar esgotado mentalmente e fisicamente”, retrata o estudante universitário que costumava sentir tontura, pânico, falta de ar e formigamento nas pernas e braços.

O jovem decidiu procurar ajuda no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), quando começou a passar por crises extremas. “Tentei tirar minha vida, passei por uma despersonalização (quando surge a impressão de que se é estranho a si) e fiquei noites sem dormir”, conta. Hoje, Almeida adotou alguns hábitos que amenizam o problema. “Comecei a caminhar e a me alimentar melhor. Além disso, gosto de meditar, sinto que me mantenho em equilíbrio por mais tempo.”

Ellen Rocha, 26, também foi em busca de ajuda após perceber que sua ansiedade estava comprometendo suas saúdes física, psicológica e emocional. “Comecei a ter alteração no sono, preocupação em excesso, inquietudes e medos constantes”, diz. Com esses sintomas, Ellen sentiu que tudo ao seu redor estava sendo prejudicado. “Estava atrapalhando minha convivência com família e amigos, meu trabalho, meu relacionamento e minha paz interior”, pontua. Hoje, Ellen submete-se à psicoterapia. “Também faço atividades físicas para desopilar um pouco”, finaliza.

O que fazer para melhorar?
Segundo Greice, procurar orientação de um médico é o primeiro passo que precisa ser dado. “Não precisa ser primeiramente um psicólogo, pode ser o médico que costuma acompanhar a pessoa”, diz. No entanto, segundo a profissional, é importante que em seguida um profissional de psicologia seja procurado. “Na primeira consulta, o especialista vai buscar saber o que o paciente está sentindo e há quanto tempo.”

Greice pontua que adotar algumas práticas na rotina ajuda no processo de tratamento. “Praticar exercícios físicos e realizar macroterapia são atividades que proporcionam relaxamento”, pontua. Ela ressalta que uso de medicamentos para conter o problema só acontece quando o estado de ansiedade já está bastante avançado.

De acordo com Núbia, as pessoas que estão em volta de alguém com o distúrbio também podem ajudar. “É fundamental compreender o transtorno e seus sintomas emocionais e físicos e entender que a ansiedade pode ser sentida de diferentes formas e em diversos níveis e intensidades.” A psicóloga também pondera que, nesse momento, é importante não julgar e ter empatia e aconselhar a procura por um profissional da área.

Por Joyce Oliveira
Revista O POVO

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