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Depois de um AVC, 50% dos pacientes ficam incapacitados

Depois de um AVC, 50% dos pacientes ficam incapacitados

O acidente vascular cerebral é a segunda doença que mais leva a óbitos. Prevenção envolve mudanças no estilo de vida e cuidados com doenças crônicas

Um mal silencioso, que surpreende pacientes, familiares e é responsável pelo maior índice de incapacitação no Brasil. Conhecido popularmente como derrame, o acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda maior causa de mortes no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), junto com o infarto, representa mais de 30% dos óbitos. Outro dado que preocupa médicos e profissionais de saúde é a faixa etária: 69% das vítimas têm menos de 60 anos.

O médico cardiologista Alexandre Marchi Guedes, alerta que a diminuição da qualidade de vida é a consequência mais grave: “aproximadamente 70% das pessoas que sobrevivem a um AVC não conseguem retornar ao trabalho, e metade delas ficam dependentes de outras para realizar suas atividades diárias”.

Entre os principais gatilhos do problema está um velho conhecido dos brasileiros, o sedentarismo. Junto com a má alimentação, a obesidade e a hipertensão, cria o cenário perfeito para o AVC. “É importante destacar que outras patologias, inclusive crônicas, também abrem caminho para o derrame. Má formação arterial cerebral (aneurisma), cardiopatias, arritmias cardíacas, tromboses vasculares e doença aterosclerótica aumentam os riscos”, destaca Guedes.

AVC isquêmico é o mais comum

O cardiologista explica que o tipo mais comum é o AVC isquêmico, que acomete 85% dos pacientes: “o fluxo sanguíneo cerebral é interrompido ou reduzido intensamente. Isso compromete o aporte de nutrientes e oxigênio para determinada região do cérebro, em seguida, as funções daquela região são afetadas”.

O segundo tipo de derrame é o hemorrágico, quando há rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro; e é decorrente da hipertensão arterial não controlada. Guedes diz que, independente do tipo de AVC, o atendimento médico imediato é fundamental. “É importante prestar atenção aos sinais para saber identificar o problema. Quanto antes for diagnosticado e tratado, melhores são as chances de sobrevivência e prognóstico do quadro instalado”, justifica.

Sinais e prevenção

A rotina atribulada leva muitos pacientes ao pronto atendimento por suspeita de AVC ou infarto. No entanto, sintomas como a falta de ar e taquicardia são mais atrelados aos quadros de estresse. O cardiologista diz quais os sinais de alerta para um derrame.

– Fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda ou alteração súbita de visão;

– Perda da sensibilidade de um lado do corpo, alterações motoras (dificuldade na movimentação dos músculos faciais e dos membros superiores e inferiores);

– Paralisia de um lado do corpo, distúrbio de linguagem;

– Alteração de sensibilidade e do nível de consciência.

“A presença de um ou mais destes sinais pode significar que a pessoa está tendo um AVC. Em alguns casos, ele pode ser prevenido sim; se o paciente tiver conhecimento dos fatores que aumentam os riscos de um derrame. São patologias não tratadas como colesterol alto, pressão alta, diabetes e doenças cardíacas”, diz o cardiologista.

Já as mudanças no estilo de vida funcionam como prevenção não somente do AVC: garantem longevidade e qualidade de vida aos pacientes. “Todos os hábitos que aumentam os riscos do acidente vascular cerebral devem ser mudados e corrigidos. Cigarro e bebidas alcoólicas, por exemplo, devem ser abandonados; se necessário, o paciente pode procurar ajuda para combater o vício. Também é essencial fazer o controle do peso, do colesterol e da pressão, com exames regulares. O check-up pode ser anual em pacientes saudáveis; para quem já tem histórico, o ideal é consultar um médico e aumentar a frequência das aferições”, indica o cardiologista.

Apoio multidisciplinar

Colocar hábitos saudáveis em prática nem sempre é tarefa fácil. No caso específico de portadores de diabetes, pressão alta e indivíduos com sobrepeso, que fazem parte do grupo de risco do AVC, o apoio multidisciplinar auxilia na mudança do estilo de vida.

Aulas de culinária saudável, programas de perda de peso e de apoio a fumantes ganham destaque nestes casos: com o acompanhamento de equipes multidisciplinares, os pacientes recebem informações, participam de atividades práticas e realizam exames periódicos. O cardiologista Alexandre Marchi Guedes recomenda: é preciso buscar orientação sempre, muito antes de ter um problema de saúde mais grave. “Adotar medidas higiênico-dietéticas saudáveis e seguir as orientações médicas são práticas que evitam o surgimento de várias doenças. E, quando alguma patologia surgir, será mais fácil mantê-la controlada”, finaliza Guedes.

Por Clinipam
Portal G1

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