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Doenças cardiovasculares: noções gerais, diagnóstico e tratamento

Doenças cardiovasculares: noções gerais, diagnóstico e tratamento

Mudança do estilo de vida é primordial para os pacientes e um procedimento minimamente invasivo é considerado uma excelente opção em casos de obstruções nas artérias coronárias

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em pacientes acima dos 40 anos de idade, em todo o mundo. Segundo dados do Sistema Público de Saúde (DATASUS), no Brasil, apenas no ano de 2016, ocorreram quase 350.000 mortes em decorrência desta doença.

O que é?

As obstruções nas artérias coronárias, aquelas artérias que irrigam o músculo do coração, são causadas pela doença aterosclerótica, as “placas de gordura”, que são as principais contribuintes para a elevada mortalidade das doenças cardiovasculares.

Diagnóstico

O diagnóstico da presença destas obstruções é realizado através da suspeita clínica e confirmado com a realização da cinecoronariografia, o “cateterismo cardíaco”.

Mudança de hábitos e tratamento

Todos os pacientes que possuem obstruções nas artérias coronárias devem realizar importantes mudanças no estilo de vida, como por exemplo:

  • Iniciar dieta apropriada;
  • Fazer atividade física supervisionada;
  • Perder peso;
  • Interromper o tabagismo.

Também devem fazer uso de algumas medicações específicas prescritas pelo médico. Mas, além das mudanças no estilo de vida e utilização destas medicações, que constituem o tratamento clínico otimizado, alguns pacientes precisam de um tratamento adicional destas obstruções, que pode ser a angioplastia com o implante do stent ou a cirurgia de revascularização miocárdica com o implante de pontes de safena e de artérias mamárias e radiais.

Os pacientes que precisam deste tratamento adicional são aqueles que, a despeito do tratamento clínico otimizado, possuem obstruções das artérias coronárias que ainda limitam a passagem do fluxo de sangue durante as atividades habituais, podendo ou não causar sintomas, como dor precordial em aperto, que pode irradiar para os braços, queixo, associada ou não à palidez, sudorese e vômitos. Com esta limitação da passagem do fluxo sanguíneo pelas artérias coronárias causada pela presença das placas ateroscleróticas e não controlada pelo tratamento clínico otimizado damos o nome de isquemia que, se não tratada adequadamente, leva a grande prejuízo na força de contração do músculo cardíaco, contribuindo para a mortalidade deste tipo de doença.

Por isso, na existência de obstruções nas artérias coronárias, é fundamental a identificação da presença ou não desta isquemia, para recomendarmos ou não de maneira segura o tratamento adicional das obstruções das artérias coronárias, quer seja através da angioplastia quer seja através da cirurgia. O grande benefício na realização da angioplastia com stent ou da cirurgia de revascularização só ocorre nos pacientes que tem obstrução coronária com isquemia documentada, a despeito do tratamento clínico otimizado.

Diagnóstico de Isquemia e o procedimento minimamente invasivo

Existem, na prática clínica cardiológica, alguns exames não invasivos que tem a capacidade e o objetivo de identificar a presença desta isquemia mesmo nos pacientes que não possuem sintomas como, por exemplo, o teste ergométrico, cintilografia miocárdica, ecocardiograma transtorácico com estresse farmacológico ou físico e a ressonância nuclear magnética. Porém, em algumas situações, estes exames podem ser inconclusivos ou, durante a realização da cinecoronariografia, podemos nos deparar com pacientes que possuem obstruções nas artérias coronárias e que ainda não realizaram estes testes. Para estas situações, durante a realização da cinecoronariografia, podemos, de maneira segura e efetiva, realizar a pesquisa da isquemia em cada uma das artérias coronárias que porventura possuem obstruções.

A esta metodologia, damos o nome de “Avaliação Fisiológica (ou Funcional) das Obstruções das Artérias Coronárias”, que nada mais é do que a pesquisa de isquemia em cada uma das obstruções existentes em cada uma das artérias coronárias. E esta capacidade de avaliar a presença da isquemia, produzida individualmente por cada obstrução coronária existente em cada uma das artérias coronárias confere a esta metodologia especificidade e sensibilidade muito elevadas, quando comparada com os testes não invasivos, para a detecção da limitação do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias e, por isso, é considerada pela comunidade cardiológica mundial o método mais confiável e seguro, dito método “padrão – ouro”, na pesquisa da isquemia coronária.

Trata-se porem de um método invasivo, realizado durante a cinecoronariografia, que consiste na introdução, de maneira indolor e imperceptível pelo paciente, de uma corda – guia muito fina no interior da artéria coronária a ser investigada e, esta corda – guia muito fina, contem na sua porção distal um transdutor de pressão que nos permite fazer análises fisiológicas do fluxo sanguíneo e detectar se este é limitante e, portanto, causador de isquemia. É a detecção da presença desta isquemia que irá afirmar se o paciente precisará ou não realizar a angioplastia com stent ou a cirurgia de revascularização.

Assim, a avaliação funcional das obstruções nas artérias coronárias realizada durante a cinecoronariografia é mais um método, além dos não invasivos, utilizado na prática diária, para a detecção da limitação do fluxo sanguíneo causado pelas obstruções coronárias. Apesar de ser invasivo pois é realizado durante a cinecoronariografia, é tecnicamente muito simples de ser efetuado e, por isso, de baixíssimo risco, capaz de gerar informações de extrema importância para a correta tomada da decisão se haverá ou não a necessidade de angioplastia ou de cirurgia além do tratamento clínico otimizado. E este tipo de decisão aumenta demasiadamente a segurança e efetividade na indicação destes tratamentos adicionais, favorecendo a realização apropriada da angioplastia ou da cirurgia para aqueles que realmente precisam, ou seja, os que têm a isquemia coronária documentada.

O serviço de Medicina Intervencionista do Hospital Israelita Albert Einstein está plenamente capacitado para a realização deste tipo de avaliação, contribuindo para a correta tomada de decisão na indicação apropriada de tratamentos adicionais para as obstruções coronárias além do tratamento clínico otimizado.

Fonte: Dr. José Mariani Jr., cardiologista intervencionista do Einstein

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