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Hipertensão atinge grande parte da população

Hipertensão atinge grande parte da população

Para 95% dos casos, não existe cura pela impossibilidade de identificar as causas, mas há tratamento

Tratamos nesta semana sobre hipertensão ou, como popularmente é conhecida, pressão alta. O convidado é Evandro José Cesarino, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP e médico cardiologista do Ambulatório de Cardiologia e Hipertensão Arterial da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

O professor conta que, de cada 100 pessoas, cerca de 35 têm ou podem desenvolver hipertensão e que geralmente não há uma causa visível: “95% das vezes são feitos vários exames para tentar identificar a causa do problema”, sem nenhum sucesso.

Em relação ao tratamento, Cesarino lembra que a hipertensão é uma doença crônica degenerativa, não transmissível e, geralmente, sem cura. Mas, existem tratamentos. “A cura só é possível com a remoção da causa, mas devido à dificuldade em identificá-la, apenas 5% dos casos são resolvidos.” Os demais, segundo o professor, devem começar o tratamento com a mudança no estilo de vida.

Existem ainda tratamentos para os chamados pré-hipertensos, que são aqueles que não desenvolveram o problema por completo. Para esses casos, o melhor caminho é a aplicação de práticas de atividades físicas e mudanças alimentares. “As campanhas que existem são para a conscientização; para que a população implante mudanças no seu estilo de vida e não desenvolva hipertensão no futuro.”

Por Thainan Honorato
Jornal da USP

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