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Não é só dor no peito: conheça 5 sinais não tão conhecidos de infarto

Não é só dor no peito: conheça 5 sinais não tão conhecidos de infarto

O infarto é a doença que mais causa mortes no mundo. No Brasil, essa taxa anual chega a 300 mil pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde, o que corresponde a um óbito a cada dois minutos. A dor no peito intensa, acompanhada da sensação de que “o fim está próximo”, é o sintoma mais comum do ataque cardíaco. No entanto, podem surgir outros sinais menos populares na hora H. “O problema dessas manifestações, em especial quando ocorrem isoladamente, é que as pessoas não as associam ao infarto e buscam socorro. É importante ouvir os sinais do corpo é até pecar pelo excesso de cuidado, procurando ajuda imediatamente, pois metade das mortes por infarto acontece nas primeiras horas depois dos sintomas iniciais”, alerta o cardiologista Ricardo Pavanello, diretor da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).

Conheça 5 sinais nem tão conhecidos de infarto

Quanto se trata de um ataque cardíaco, os sintomas abaixo podem vir isoladamente ou acompanhados de suor frio, fraqueza, tontura, náusea e mal-estar.

– Dor no abdome

A sensação pode ser tanto de estômago pesado quanto algo parecido com queimação ou azia, sinais geralmente de um simples desconforto digestivo. A dor ainda pode vir acompanhada de uma impressão de obstrução na garganta ou vômito.

– Falta de ar

Sinal mais característico em idosos. Ocorre porque o mau funcionamento do coração afeta o trabalho dos pulmões. É comum a pessoa mais velha descobrir o infarto meses depois, após uma consulta de rotina.

– Cansaço excessivo

Grande fadiga sem motivo ou causa aparente é sinal de alerta. Se a pessoa está acostumada a andar diariamente e se sente cansada após caminhar poucos metros, por exemplo, é bom ficar atento. Também merece investigação quando, após descansar, a pessoa não se sente recuperada.

– Dor nas costas

Caracteriza-se por uma pontada muito forte na região dorsal ou ainda de forma mais irradiada, parecendo um mau jeito nas costas.

– Dor na mandíbula, nos dentes e/ou no queixo

Muitas vezes o infarto é descoberto no dentista, já que o paciente confunde comumente a dor do maxilar com a do dente. Se o dentista descartar a inflamação na arcada dentária, procure um cardiologista.

Como saber se é mesmo um infarto?

Segundo o cardiologista Leopoldo Piegas, coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor (Hospital do Coração), é preciso avaliar primeiramente se você faz parte do grupo de risco para doenças do coração. Nele estão pessoas com pressão alta, diabetes, colesterol elevado ou histórico de infarto na família, além dos fumantes. Fatores secundários, como sedentarismo, estresse e obesidade também elevam o risco.

“O segundo indicador de que esses sintomas podem estar associados ao coração é a sua permanência por mais de 20 minutos. Ou ainda depois de tomar algum remédio. Por exemplo: se a dor nas costas não passou com analgésico ou a dor no estômago com um antiácido, procure ajuda”, indica Piegas.

Alerta aos diabéticos, idosos e às mulheres

Esses três grupos são os mais propensos a não sentir os sinais clássicos do infarto ou até mesmo não ter sintoma algum. “É o chamado infarto silencioso, responsável por quase metade dos casos”, informa o cardiologista Marcelo Sampaio, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Daí a importância do check-up anual, já que a pessoa só fica ciente do risco de infarto ao consultar um médico, para exames de rotina.

A falta de sintoma geralmente ocorre pois o diabetes lesiona os nervos e provoca uma redução da sensibilidade de dor. Os idosos também apresentam alteração na percepção de incômodos por causa do envelhecimento e, para piorar a situação, costumam minimizar os problemas de saúde por motivos culturais. E, por fim, as mulheres têm boa resistência à dor e, por isso, às vezes demoram a buscar ajuda.

É importante ter pressa no atendimento

Quanto mais rápido for o socorro, maior a chance de sobrevivência e menor a probabilidade de sequelas. Daí a importância de não menosprezar os sinais menos conhecidos de infarto.

“O tratamento atual se baseia no princípio da recanalização precoce da artéria entupida. Há duas formas de fazer o desentupimento: uso de medicações que agem dissolvendo o coágulo (causador da interrupção do fluxo de sangue) ou diretamente na artéria por meio de um cateter balão seguida do implante de um stent. A desobstrução precoce e bem-sucedida ocorre em 80% a 95% dos casos, dependendo do método empregado”, explica Pavanello.

Por Daniela Venerando
Portal UOL

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