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Saiba como se proteger da raiva, doença transmitida por animais infectados

Saiba como se proteger da raiva, doença transmitida por animais infectados

Graças à vacinação, o Brasil controlou os casos de raiva humana – doença grave transmitida principalmente através da mordida de animais infectados. Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, três pessoas foram diagnosticadas com raiva em 2018. Duas delas adquiriram a doença ao serem mordidas por morcegos em Tocantins e na Bahia; e uma por gato, em Pernambuco.

Apesar dos poucos casos da doença em humanos, a manutenção dos cuidados deve ser constante, sobretudo pela progressiva e constante aproximação dos ambientes urbanos e silvestres no País.

No estado de São Paulo, não há registro de raiva humana desde 1997, mas em 2018 já foram observados 17 casos de raiva em morcegos não-hematófagos (que não se alimentam de sangue). Isso é sinal de que o vírus continua presente em alguns animais. “Não devemos nunca abaixar a guarda contra essa doença, que ao redor do mundo provoca a morte de uma pessoa a cada dez minutos”, comenta o Dr. Lucas Chaves Netto, infectologista no Hospital Sírio-Libanês.

Os morcegos infectados são os principais transmissores da raiva para humanos em regiões silvestres, embora a doença possa ser transmitida por vários mamíferos, como bovinos, equinos, macacos e gambás. Já nas zonas urbanas, são os gatos e os cachorros que costumam passar a doença. Pequenos roedores urbanos, como ratos, camundongos, hamsters e até coelhos de estimação, não representam risco de transmissão da raiva.

Também infectologista no Hospital Sírio-Libanês, o Dr. Otelo Rigato Junior explica que mesmo os morcegos não-hematófagos, presentes nas cidades, podem ser transmissores da raiva em razão de acidentes. Ao ser manipulado, o animal pode acabar mordendo ou arranhando as pessoas, transmitindo a doença. “Ao depararmos com um caso de morcego dentro de casa, devemos evitar o contato com o animal e chamar auxílio de bombeiros ou guarda civil”, sugere o médico.

Além da mordida, a raiva pode ser transmitida quando animais infectados arranham ou lambem feridas abertas das pessoas.

Quais os sintomas da raiva?

O período de incubação da raiva, ou seja, o tempo médio entre a infecção e o surgimento de sintomas, pode variar de duas semanas a três meses. No início, a doença se apresenta por meio de:

– Mal-estar geral
– Pequeno aumento de temperatura ou febre
– Perda de peso anormal
– Dor de cabeça
– Náuseas

Se você foi mordido por um animal mamífero e sentiu qualquer um desses sintomas, procure ajude médica imediatamente.

Após esse quadro inespecífico da doença, a pessoa infectada pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas:

– Irritabilidade
– Agitação progressiva
– Delírios
– Espasmos musculares involuntários
– Convulsões
– Paralisia muscular

Por conta desses sintomas neurológicos, a doença recebeu o nome de raiva. Outro sintoma característico da doença é a hidrofobia (aversão a água). “Quando a pessoa infectada vê ou tenta ingerir líquido, ela apresenta espasmos, hipersalivação, diarreia e vômitos”, descreve o Dr. Chaves Netto.

Como me prevenir da raiva?

Diante da mordida de qualquer animal mamífero que você não tenha a certeza de estar imunizado contra a raiva, lave imediatamente a ferida com água corrente e sabão. Após a limpeza, observe o animal por dez dias e, diante de comportamentos estranhos, como não reconhecer o dono e parar de comer, procure o quanto antes um serviço especializado (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais – Crie).

Geralmente, o procedimento será a aplicação de uma vacina e/ou soro antirrábico, conforme a avaliação do ferimento pelo médico. “Trata-se de um tratamento profilático, cujo objetivo é neutralizar imediatamente o vírus da raiva no organismo”, explica o Dr. Rigato Junior.

Vacine seu cão e seu gato, anualmente, contra a raiva. Nos meses de agosto e setembro, o governo costuma promover campanhas de vacinação gratuita. Caso seu cão ou seu gato seja mordido por outro mamífero, cuja imunização contra a raiva seja desconhecida, observe também o animal por dez dias e, diante de comportamentos suspeitos, como agressividade, procure uma unidade de saúde animal (zoonose) especializada.

Se você lida constantemente com animais, é visitante de cavernas ou viaja para locais com morcegos e outros bichos que podem transmitir a raiva, vacine-se. O Centro de Imunizações do Hospital Sírio-Libanês oferece a vacina contra a raiva para crianças e adultos.

A cura da raiva após a doença ser instalada é rara. No Brasil, o primeiro caso tratado com sucesso foi em 2008 no Recife, dando origem ao “Protocolo de Recife”, atual modelo de tratamento no País. Trata-se do uso de medicamentos antivirais e sedação profunda, além de medidas em terapia intensiva de monitorização clínica de alta complexidade. Tais medidas são realizados a após confirmação laboratorial da doença.

Por Dr. Lucas Chaves Netto
Hospital Sírio-Libanês

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